Agora vou correr perto do lago,
Sentir o vento tentando levar-me os pensamentos,
A relva fria e húmida fazendo-me cócegas,
As árvores abanando para me assustarem,
A água mergulhada na sua própria tranquilidade,
Sem medo de cair,
Sem medo que o vento consiga levar o que sinto,
Sem medo que a relva me faça fraquejar,
Sem medo que as árvores me assustem e me obriguem a esconder-me,
Protegida não, nunca mais,
Não quero proteger-me das árvores, quero simplesmente enterrar o medo,
Para que elas não me assustem,
Quero passar e sentir indiferença,
Não sentir nada, simplesmente passar e andar,
Correr, continuar a sentir,
Quero ser como a água, mergulhada na sua própria tranquilidade,
Quero a paz que vem da corrida, do vento, de mim, da falta de medo,
Quero-me,
Mais uma vez e sempre.
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